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economia informal no Brasil equivale a R$ 578,4 bilhões por ano,
o equivalente a 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Também conhecida
como economia subterrânea, a informalidade compreende toda a produção
de bens e serviços não informada aos governos. A perda de
arrecadação anual chega a R$ 200 bilhões.
Esse
conjunto de atividades foi mensurado em um estudo inédito do Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas
(Ibre-FGV), encomendado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial
(Etco). Eles calcularam o Índice da Economia Subterrânea.
A proporção em relação ao PIB apresentou queda
em relação a 2003, quando o índice chegou a 21% do
PIB.
Segundo
o responsável pelo estudo, professor Fernando Holanda Barbosa Filho,
os principais fatores que respondem pela redução da economia
subterrânea no Brasil são o aumento do crescimento do PIB,
a elevação do número de pessoas formalizadas no mercado
de trabalho e a expansão do crédito. A redução
da burocracia tributária, com a instituição do regime
Super Simples, também colaborou para a formalização.
Na
avaliação de Barbosa Filho, se o Brasil crescer cerca de
7% neste ano, é factível que o índice de economia
subterrânea chegue a 18% do PIB ao final de 2010.
De
acordo com os responsáveis pela pesquisa, a informalidade no Brasil
ainda é muito alta. Nos países membros da Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
a taxa está ao redor de 10% do PIB.
Fonte:
O Estado de S.Paulo
Departamento
de Comunicação ANFAMOTO (Divulgação)
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