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Em
ano eleitoral o velho tema volta ao debate, sinalizando claro uso político
de algo que, na prática, já é realidade no País
com base no livre entendimento entre empresas e seus colaboradores em
diversos setores da economia.
A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de
São Paulo (Fiesp/Ciesp) são contra a Proposta de Emenda
à Constituição 231/1995, que prevê a redução
da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e aumento da hora extra
de 50% para 75%. Diversas experiências internacionais, e em especial
a brasileira, mostram que objetivo do projeto - aumento dos postos de
trabalho - não será atendido.
A
pretendida medida, além de não criar emprego, comprometeria
a competitividade brasileira, poderia reduzir os níveis de produção,
as exportações e provocar o aumento de preços em
numerosos produtos, bens de consumo e serviços. E nada, como tais
indicadores, conspira tanto contra a criação de postos de
trabalho!
"A
realidade é indiscutível: de 2003 a 2009, o Brasil reduziu
a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1%, por meio do crescimento econômico
e não por alterações na jornada de trabalho. Por
outro lado, a redução do período semanal de trabalho,
de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988,
não criou um emprego sequer", alerta Paulo Skaf, presidente
da Fiesp e do Ciesp.
No
Brasil, a jornada média de trabalho é de 41,4 horas semanais,
segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O
índice está abaixo de muitos países que concorrem
com a economia brasileira no mercado internacional: Coréia (43,4h),
México (43,5h), Chile (41,7h), Argentina (41,5h), Turquia (49h),
Malásia (46,9h). Além disso, 99% das empresas brasileiras
são de pequeno e médio porte e respondem por 56% do emprego.
"Para
as grandes empresas, que já praticam jornadas iguais ou inferiores
a 40 horas, a obrigatoriedade de uma redução não
trará efeito algum. Já para as pequenas e microempresas,
a medida seria inviável, trazendo o risco de desemprego. Algo prejudicial
às empresas, aos trabalhadores e ao País", afirma Skaf.
Não
é prudente nivelar organizações diferentes, atividades
distintas e peculiaridades produtivas e trabalhistas. Seria anacrônico
e autoritário, além de inoportuno, considerando que ainda
estamos emergindo da grave crise mundial, uma conjuntura que exige trabalho,
dedicação e foco no crescimento.
"Em
vez de uma legislação impositiva em ano eleitoral, é
mais moderno e eficaz que empresas e trabalhadores unam-se na meta do
crescimento sustentado, do aumento da produção e das exportações
e da consequente criação de empregos. O diálogo,
democrático e inquestionável, estabelecerá, como
já vem ocorrendo em nítido avanço, a melhor jornada
para cada empresa e setor, suscitando sinergia entre capital e trabalho
na conquista do desenvolvimento brasileiro. Assim, ganham todos e o País",
propõe Skaf.
Fonte: Nota Oficial FIESP e CIESP
Departamento
de Comunicação ANFAMOTO (Divulgação)
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