Uma história em
100 edições

       
 
 

Cem edições da Anfamoto em Revista. Uma marca histórica construída com muita dedicação, trabalho e notícias. Se alguns desses ingredientes não estivessem presentes no dia-a-dia da revista, com certeza, essa receita não teria alcançado o sucesso e a credibilidade que possui hoje no segmento.

Desde o começo, a busca pela informação é uma das prioridades da Anfamoto. Prova disso foi a elaboração de um boletim, impresso em papel jornal, entregue aos associados: era o Informativo Anfamoto. Feito de maneira simples e sem uma periodicidade certa, de 1987 ao início da década de 90, ele era utilizado para transmitir notícias pertinentes, ressaltando sempre os altos e baixos do mercado das motocicletas e as últimas novidades do segmento. “No início, o nosso veículo era como poderia ser na época, já que não havia muito recurso. Na verdade, acho que a Anfamoto ainda estava descobrindo a ferramenta que tinha em suas mãos. A partir disso, investiria na melhor apresentação da revista”, conta Miriam Souza, gerente comercial da Anfamoto, há 12 anos na Associação.

Na edição número cinco do boletim, editada março de 1988, uma das principais matérias abordadas foi a previsão de crescimento anual de 15% do segmento. Em meio à aprovação da Constituição de 1988, o setor apresentava uma tendência otimista, mesmo inserido nos anos 80, chamado de ‘a década perdida’, tendo como pano de fundo os altos índices de inflação, dívida externa, redução da renda do brasileiro, entre outros fatores.

Nas edições seguintes, as que mais se aproximavam dos anos 90, temas como o desenvolvimento de novas tecnologias, acessórios para motocicletas e economia do segmento eram recorrentes nas páginas do jornal. Em sua última edição, a de número 32, publicada em novembro de 1991, levou aos seus leitores a notícia nada animadora de que o mercado das motocicletas estava fraco naquele período.

A mudança

A Associação percebeu a grande importância deste canal de comunicação para o segmento e começou a olhá-lo com mais atenção. Assim, o jornal se transformou em revista, ganhando mais corpo, cor e muito mais informações. “Essa mudança deixou nosso veículo mais atual, acompanhando a evolução do segmento. Todos ganharam com essa melhoria. A Associação, que melhorou sua apresentação, os leitores, que passaram a ter um produto final mais bonito e agradável, e os anunciantes, que viram seus anúncios ganharem destaque”, relembra o presidente da Anfamoto na ocasião da mudança, Valdenir dos Santos Galvão.

A primeira edição da revista foi em 1991, com destaque para a participação da Associação no Salão de Motos, Ciclomotores e Bicicletas, que ocorreu em julho daquele ano.

A década de 90 no Brasil foi marcada por muitas mudanças econômicas e políticas que afetaram o dia-a-dia do segmento das motocicletas. A consolidação do Mercosul, em 1991, por exemplo, alterou as práticas e a visão comercial de muitos empresários brasileiros. Os anos 90 começaram com séria instabilidade econômica, com o confisco das poupanças feitas pelo então presidente Fernando Collor. O poder de consumo diminuiu, levando os empresários a registrarem sérias dificuldades em sustentarem seus negócios. Ainda dentro deste panorama, em meados de 1994, não podemos deixar de registrar o Plano Real, que mudou as bases econômicas nacionais.

Por outro lado, é conhecido como um dos períodos com a mais rápida evolução tecnológica da história. Isso, com certeza, refletiu diretamente no segmento das motocicletas, como percebemos nas páginas da época da Anfamoto em Revista. Temas recorrentes nas primeiras edições eram os lançamentos de motos das marcas Honda e Yamaha e a tecnologia nas motocicletas, como a chegada dos freios ABS, por exemplo, que teve destaque em 1992.

Nesta mesma época, a Anfamoto em Revista ressaltava a redução no preço das motos e fazia um alerta sobre a pirataria no segmento. Em suas páginas, percebemos que o segmento passou por altos e baixos, sofreu com o abuso da pirataria e evoluiu com novas tecnologias. Em 1999, a previsão era que a produção nacional ultrapassasse as 500 mil unidades.

No final dos anos 90, com o crescimento do número de motocicletas no país, a revista intensificou o tema de segurança para os motociclistas, além de cobrar atenção especial das administrações públicas a este meio de transporte. Na edição 39, por exemplo, a discussão era: “Moto, um problema no trânsito? São Paulo discute a presença da moto no trânsito das grandes cidades: com participação de 6,25% do total da frota de veículos do município, as motocicletas crescem de uma forma espantosa”. Neste cenário, o novo Código Brasileiro de Trânsito trouxe pontos importantes, como o uso do capacete.

Os anos 2000

Foi em 2000 que a Anfamoto entrou de cabeça na era digital, com o lançamento de seu site. Marcante também foi a realização do primeiro Salão das Motopeças, organizado pela Associação. Na edição 43, a matéria sobre a expectativa do Salão dizia: “O primeiro Salão Nacional e Internacional das Motopeças é um exemplo do que a Anfamoto pode fazer, juntamente com os seus associados, para prover ferramentas, ideias e ações que garantam um crescimento continuo às empresas do setor”.

A edição seguinte, a 44, trouxe aos seus leitores a notícia de que o Salão havia superado as expectativas e que a visitação e o nível de negócios havia sido excelente. O Salão das Motopeças, que este ano chega à sua sexta edição, foi tema de capas e matérias especiais da Anfamoto em Revista, sempre com as informações preliminares e da cobertura completa do evento.

A primeira edição de 2001 trouxe como tema o futuro. A revista apontava dois desafios para o ano que iniciava: a consolidação das posições alcançadas no ano anterior e a prosperidade, já que 2000 apresentou importantes conquistas, fazendo o mercado de motocicleta quebrar recordes históricos.

Sempre de olho no cenário nacional, a edição de maio e junho da Anfamoto em Revista registrou o fato que, literalmente, apagou o Brasil. A crise energética tomou conta das discussões e as consequências no segmento foram debatidas. O desperdício de energia e a melhor forma de o setor lidar com aquela realidade estavam presentes nas páginas da revista.

Outro momento na história das motocicletas foi o panorama do segmento no segundo semestre de 2001 quando, a capa da revista apontava que, em dois anos, o setor havia crescido 63%. Segundo os números, o incremento nos negócios cresceu de R$ 2 bilhões, em 1999, para R$ 3,3 bilhões, em 2001.

Em 2003, a Anfamoto em Revista registrou o 1º Salão Itinerante da Anfamoto, realizado em Fortaleza. Esse evento refletia o período próspero no qual o segmento se encontrava. Nos anos 2000, notícias das muitas mudanças no posicionamento do mercado das duas rodas eram assunto da revista. As vendas claramente aumentaram e, com isso, a importância das motocicletas e dos motociclistas também.
Além de debates sobre políticas industriais, como o cuidado com o meio ambiente e práticas corretas de administração, a revista ressaltou debates compatíveis à atualidade, como a segurança do motociclista, normas criadas para regulamentar o uso da moto e debates intensos sobre esses assuntos tomam conta do segmento. Novas normas para fabricação de capacetes, em 2004, a desleal concorrência chinesa e um fato interessante que mexeu com o segmento: a decisão da Honda em abandonar a linha 125cc, surpreenderam a concorrência e mudaram os rumos do segmento.

Nos dias de hoje

Entre 2008 e o primeiro semestre de 2010, a Anfamoto em Revista esteve presente em um momento de extrema importância, que mudou, ou deveria ter mudado, as diretrizes econômicas do mundo. Passamos, ao lado dos empresários do segmento, a expectativa inicial de como o setor encararia a crise econômica e quais seriam seus desdobramentos. Nesse sentido, procuramos direcionar nossas entrevistas em economia e finanças. Também, especialistas e empresários do segmento foram chamados para oferecer a melhor visão e tendências do mercado.
Assim, após essa fase, a revista continua acompanhando de perto as mudanças e novidades do segmento. “Hoje, a Anfamoto em Revista é referência. A revista cresceu muito. Quando iniciei, atendia muitas ligações de pessoas de todas as partes do país pedindo o GUIA DA ANFAMOTO ou O GUIA DAS MOTOPEÇAS. A revista era conhecida assim, e sempre foi muito aguardada por lojistas do Brasil, por levar até eles as novidades do segmento, os lançamentos de novos produtos, além de apresentar novas empresas ao mercado”, analisa Miriam. A onda de otimismo e de boas novas também estão registradas em suas páginas atuais. Um retrato do país visto pelo segmento das motopeças.

Diagramação: a cara da Anfamoto em Revista

Muita coisa mudou nas páginas da Anfamoto em Revista no decorrer de suas cem edições. As partes visual e comercial, com certeza, se transformaram ao longo dos anos, procurando se adaptar às novas tendências e necessidades do segmento.

O primeiro grande passo foi a mudança de informativo para revista. Neste período, sua parte gráfica foi totalmente reformulada e adaptada ao novo formato e papel, utilizando soluções mais criativas e atuais. Analisando as cem edições, é possível notar que a diagramação foi modernizada e ganhou traços mais atuais para receber melhor os anúncios, as matérias e as imagens dos novos produtos do segmento.
Luis Fernando Leite Corrêa, diretor de arte da Anfamoto em Revista desde 2003, teve a oportunidade de analisar todas as edições da revista antes de assumir o novo projeto e, desde então, percebeu mudanças significativas e positivas. “Notei que o trabalho antes realizado já apresentava um bom nível de diagramação e, por isso, mantive o mesmo padrão por mais algum tempo, até notar a necessidade de inovações, pois a Anfamoto em Revista tinha de acompanhar o processo da evolução editorial e manter assim o foco de seriedade junto à importância das matérias veiculadas, para agradar cada vez mais o seu leitor”.

Aliada à essa evolução editorial os anúncios também aprimoraram muito sua apresentação. Eles são parte essencial da revista, tanto na área comercial quanto para reforçar a segmentação da Anfamoto em Revista, já que trazem as últimas novidades das empresas no setor. “Muitas empresas adotaram  departamento de  publicidade e marketing. Outras fizeram melhorias e profissionalizaram seus funcionários ou contrataram agências especializadas. O resultado  refletiu diretamente na revista. As empresas perceberam a importância de ‘aparecer’, mostrar sua marca e produto, e introduziram  publicidade e divulgação no planejamento orçamental da empresa, afinal anunciar não é um custo, é investimento”, completa Miriam.

Hoje, a mudança, em comparação às primeiras edições, é visível. Para esta edição comemorativa, você, leitor, notará algumas modificações e alterações que deixarão sua leitura ainda mais agradável e a Anfamoto em Revista com um visual mais moderno. “Vamos aumentar os espaços em branco das páginas para facilitar ainda mais a leitura, além de alterar elementos como o rodapé, chapéu das páginas e utilizar fontes mais suaves em suas serifas e mais finas em determinadas matérias”, completa o editor de arte.

 

 
       
         

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