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diz o ditado: ‘depois da tempestade, sempre vem a bonança’.
Profundas análises econômicas a parte, este ano de
2010 promete ser melhor para o segmento das motopeças do
que foi 2009, principalmente pelos indícios positivos que
o último trimestre do ano passado nos deu.
Para saber mais a fundo as expectativas de cada Setorial da Anfamoto,
bem como um balanço geral de 2009, entrevistamos seus diretores.
Veja a impressão de cada um deles sobre o assunto:
Setorial
de Fabricantes
Diretor:
Josias S. Santos
Empresa: IKS
2009:
Foi um ano que, definitivamente, começou difícil para
todo mundo. Esse cenário, no mercado de motopeças,
acabou tendo efeito maior do que no segmento automotivo. Porém,
no final de 2009, começou a reagir. Bem no final do ano deu
sinal de recuperação.
2010:
promete ser bastante promissor para o nosso setor. O único
fator preocupante é a questão do dólar. Estamos
convivendo com uma briga grande com na questão da importação
de produtos provenientes principalmente da China. Para o Setorial,
daremos continuidade a algumas bandeiras levantadas anteriormente
e que não são de fácil solução,
como a redução ou equiparação do IPI
com a da linha automotiva e as questões do PPB. Pretendemos
formar alguns grupos divididos por setores para conseguirmos mais
união e debate sobre esses temas.
Setorial
de Escapamentos
Diretor:
Carlos A. Alves
Empresa: Tork
2009:
Não foi um ano bom para o segmento de escapamentos, nem tanto
pelo fator da crise econômica, mas sim por termos sofrido
o ano todo com autuações indevidas de escapamentos.
Estes erros na fiscalização deixaram nossas vendas
70% abaixo das nossas expectativas, principalmente na linha esportiva.
Muitos lojistas deixaram de comprar esses produtos com medo desta
fiscalização.
2010:
ano com grandes expectativas de vendas. Temos a esperança
que a reunião ocorrida em Brasília no final do ano
passado sobre o problema da fiscalização surta efeito
o mais rápido possível. Para este ano, temos a expectativa
de crescer 30%. Se conseguirmos que a fiscalização
seja feita de forma correta, certamente cresceremos.
Setorial
de Importadores
Diretor:
Idalberto Moro
Empresa: Motociclo
2009:
Apesar da crise e da redução de cerca de 30% nas importações
em função do dólar baixo, pudemos notar uma
importante melhoria no último quadrimestre do ano, de cerca
de 15%.
2010: esperamos a estabilização do dólar e
acredito que ele terá um comportamento estável e sem
grandes variações e que poderemos recuperar essa queda
do ano passado. Este é um ano otimista. Acredito que o volume
de importação crescerá. O Setorial vem aperfeiçoando
seus processos de informações junto à alfândega
para inibir as importações de formas fraudulentas,
oferecendo recursos para inibir o importado de baixo custo praticado
no mercado.
Setorial de Freios
Diretor:
Valério Valente
Empresa: Fischer
2009:
Foi um ano atípico devido aos reflexos da crise mundial,
afetando as exportações, principalmente para a Europa
e alguns países das Américas. Para completar, tivemos
a recessão das novas montadoras chinesas, em Manaus, pois
utilizavam freios nacionais no sistema PPB. A solução
para eles foi trazer o produto pronto, não mais comprando
de fornecedores nacionais. Além disso, a entrada de pequenas
fábricas de freios que trabalham informalmente atrapalhou
o mercado formal e as vendas das empresas tradicionais.
2010:
difícil de prever: ano político, Copa do Mundo, dólar
baixo e carga tributária excessiva na certa atrapalharão
nossas vendas. Apesar disso, as expectativas para 2010 são
animadoras, principalmente se o trabalho que começou a ser
feito com a Normatização de Freios para Motocicletas,
junto à SAE e com o apoio e supervisão da Anfamoto,
surta os efeitos esperados. Trabalhamos com afinco e rapidez para
que possamos, o mais breve possível, implantar estas Normas,
que certamente colocarão o Brasil ao nível mundial
de qualidade de seus produtos, no caso freios. Começamos
com pastilhas e logo após com patins de freios.
Setorial
de Capacetes
Diretor:
Gianfranco U. Milani
Empresa: Taurus
2009:
Como é de conhecimento de todos, houve uma queda de 21,88%
nas vendas de motos novas, comparado com 2008. Esta redução,
aliada à total ausência de financiamentos, principalmente
para a venda de motos usadas, fez com que os fabricantes e importadores
de capacetes usassem da criatividade para não terem quedas
expressivas em suas vendas. Em 2009, o Setorial finalizou o processo
de estabelecimento dos valores mínimos de referência
para os capacetes importados.
2010:
a expectativa é otimista devido à notícia de
um aporte de três bilhões de reais exclusivo para o
financiamento de motos novas e usadas, o que fará com que
as vendas somente de motos usadas atinja 1.880.000 (estimativa ABRACICLO).
No Setorial, iniciaremos o cronograma de ensaios de capacetes, através
do Programa de Verificação da Conformidade por Agentes
Externos, como parceiros do INMETRO, onde efetuaremos a aquisição
de modelos específicos de capacetes no mercado e efetuaremos
os ensaios previstos na norma NBR7471/2001 em laboratórios
credenciados pelo órgão, além do planejamento
das ações de esclarecimentos ao mercado consumidor,
alertando sobre a identificação de produtos e selos
falsificados.
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